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Seu Problema é Nosso28/11/2018 | 10h01Atualizada em 29/11/2018 | 11h56

Artesãos pedem limpeza de praça na zona sul de Porto Alegre

A  exposição dos artesanatos está sendo dificultada pela falta de manutenção na Praça José Alexandre Záchia 

Artesãos pedem limpeza de praça na zona sul de Porto Alegre Omar Freitas / Agência RBS/Agência RBS
Ricardo, Marineida e Zuleica, com colegas artesãos, em meio ao mato alto Foto: Omar Freitas / Agência RBS / Agência RBS

Há quase 10 anos, um grupo de artesãos usa um espaço na Praça José Alexandre Záchia, na esquina da Avenida Chuí com a Rua Ibicuí, no bairro Cristal, em Porto Alegre, para vender artigos e objetos de decoração. Porém, agora, a exposição dos artesanatos está sendo dificultada pela falta de limpeza e capina. 

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A artesã Marineida Boff, 64 anos, não lembra a última vez em que o local esteve limpo: 

— A praça sempre esteve abandonada. No governo anterior, conseguimos uma casa para guardar nossos materiais, também temos iluminação e o documento que permite a feira de artesanato. Conseguimos várias coisas, menos a limpeza. 

Os artesãos recebem o apoio do empresário aposentado Ricardo Angelini, 70 anos, que, em 2015, na antiga administração, foi condecorado com o título de “ prefeito da praça”. Reconhecido pelos moradores, Ricardo relata que as pessoas perguntam quando será feita a limpeza, e que algumas propõem um mutirão. 

— Quatro anos atrás, a praça recebia limpeza a cada 15 dias e, por isso, as pessoas vinham tomar chimarrão e crianças brincavam aqui — relembra Ricardo. 

Primeira vez 

A função do prefeito da praça era intermediar a negociação entre a comunidade e a prefeitura e solicitar o atendimento da praça quando necessário. Entretanto, Ricardo diz que esse contato não existe mais: 

— Estou há 47 anos no Cristal, me preocupo com a praça. Fui na Smam (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) perguntar se continuo como prefeito da praça, e eles disseram que sim. Mas, em cinco anos, é a primeira vez que fica nesse estado. 

Período sem manutenção

Na tentativa de valorizar a praça e os trabalhos manuais feitos pelos moradores do bairro, as exposições continuam mesmo em meio à precariedade. Os artesãos pontuam que os maiores problemas do local são o mato alto, os bichos- cabeludos e o lixo espalhado. 

A feira de artesanatos é realizada nas quartas e sábados na praçaFoto: LeitorDG / Arquivo Pessoal

— É uma vergonha falar da praça, é tanta sujeira que espanta quem passa. Quando estamos ali, temos que limpar a nossa volta e juntar o lixo — afirma a comerciante aposentada Zuleica Santos, 65 anos. 

Ela explica que a pracinha não tem mais condições para as crianças brincarem. Outra dificuldade, segundo Zuleica, é enxergar o que pode estar no chão em meio à grama alta. E a situação piora quando chove. 

Ricardo conta que solicitou a limpeza no início de outubro para que, no Dia das Crianças, a praça estivesse pronta para receber os moradores e as atividades planejadas. Mas o pedido não foi atendido. 

— Outro dia, os funcionários da prefeitura estavam limpando o canteiro central da avenida, capinando, e eu pedi para eles também arrumarem a praça. Mas não fizeram. Cuidam da avenida que passa do lado, mas não cuidam da praça — salienta. 

O grupo se indigna com o lixo espalhadoFoto: Omar Freitas / Agência RBS

Prefeitura inicia serviço 

A SMSUrb, por meio do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), informou que a limpeza da Praça José Alexandre Záchia constava na programação desta semana. Conforme o Departamento, a última manutenção da praça foi realizada no dia 14 de agosto e que o serviço deve ocorrer de três em três meses.  Neste caso, a limpeza deveria ter ocorrido na primeira quinzena do mês, mas o grande número de praças no município é a justificativa do atraso. Para ampliar a capacidade de atendimento, iniciou neste mês de novembro de 2018 o Projeto de Verão, que funcionará até março de 2019, reduzindo o prazo de três em três meses para 45 a 60 dias. 

Questionada sobre a função do prefeito da praça, a pasta afirmou que era um projeto da gestão passada. Desde 2017, as solicitações podem ser feitas via 156 por ou em contato com os Centros de Relações Institucionais e Participativas (CRIPs) de Porto Alegre. Além disso, a prefeitura busca outros meios para manutenção de praças e parques, em propostas de concessão e adoções por pessoas físicas ou jurídicas. 

Após o contato da reportagem, a SMSUrb comunicou que as equipes tinham sido direcionadas ao local ainda na tarde de ontem. 

Produção: Caroline Tidra

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