Após matéria no Diário Gaúcho, paciente consegue transporte para ir à hemodiálise  - Notícias

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Seu Problema é Nosso03/10/2019 | 10h51Atualizada em 03/10/2019 | 10h51

Após matéria no Diário Gaúcho, paciente consegue transporte para ir à hemodiálise 

Edson Abreu da Silva, morador do interior de Viamão, passou a contar com um carro da prefeitura no trajeto entre sua casa e o hospital em Porto Alegre

O trajeto entre casa e hospital não será mais tão penoso para o servente de obras desempregado Edson Abreu da Silva, 42 anos. Há pouco mais de uma semana, ele pode contar com um veículo da prefeitura de Viamão para levá-lo às sessões de hemodiálise na Santa Casa, em Porto Alegre. Morador da área rural, Edson enfrentava dificuldades na viagem, que, antes, era feita por meio de ônibus intermunicipais e tinha duração de quase duas horas. 

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Na edição de 28 de agosto, o Diário Gaúcho mostrou o dilema do paciente, que aguardava o serviço de Transporte Social do município. Enquanto a prefeitura não fornecia o veículo, pagava o valor das passagens, fazendo depósito no cartão TEU. Entretanto, para minimizar o incômodo de fazer a viagem, Edson preferia utilizar a linha direta para Porto Alegre, que não é coberta pelo benefício do TEU. À época, a prefeitura respondeu que a previsão de disponibilidade do serviço para Edson era de 30 dias. 

— A prefeitura me ligou no dia 19 de setembro, uma quinta-feira. Mas eu estava em hemodiálise e não pude atender. Na segunda-feira seguinte, consegui retornar a ligação para saber o motivo pelo qual me procuraram. Fiquei aliviado, porque era para avisar que o carro social ia me buscar — relembra. 

Mais conforto 

No dia seguinte, o veículo o pegou em frente à sua casa: 

— É fácil buscar em casa, difícil foi conseguir esse transporte. O tratamento dos motoristas é muito bom, não tenho o que reclamar, pois são cuidadosos, ajudam os pacientes a embarcar e descer da van. Às vezes atrasam, mas é normal, têm mais pessoas para pegar nos hospitais. 

Outro fator que deixava desconfortável o deslocamento de Edson quando pegava ônibus era o cateter no pescoço, usado na hemodiálise. Segundo ele, em função de uma infecção, a equipe médica mudou o cateter para o peito — posição que não o atrapalha tanto quanto a do pescoço. Contudo, ele já passou pelo procedimento cirúrgico de criação do acesso vascular por meio de fístula arteriovenosa. 

— Quando a fístula no braço estiver bem cicatrizada, a hemodiálise será por ali — conta o paciente. 

Com mais tranquilidade, Edson garante que se sente melhor e não fica tão cansado. Ele continuará fazendo o tratamento de hemodiálise até que seja chamado para a realização de transplante renal. 

— Com o carro social é outra realidade, não preciso caminhar até o ônibus, nem depois, até o hospital. Estou bem melhor, e o atendimento na Santa Casa é muito bom. Se Deus quiser, em breve serei transplantado — finaliza. 

Ajuda inesperada 

Logo após a matéria ter sido publicada, Edson recebeu uma doação por meio de depósito bancário. O doador, que pediu para não ser identificado, se comoveu com a situação do servente desempregado, que não tem condições de trabalhar e aguarda pela perícia do INSS para receber auxílio-doença. Na época, Edson ainda não havia recebido o retorno positivo do transporte da prefeitura: 

— Com o valor, pude comprar passagens e usei para meus lanches no hospital. Essa doação serviu muito bem, não esperava. 

Produção: Caroline Tidra 

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