Felipe Bortolanza: "Fui repórter na essência, semeando o jornalismo que transforma vidas" - Notícias

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#DG20ANOS17/04/2020 | 13h34Atualizada em 17/04/2020 | 13h34

Felipe Bortolanza: "Fui repórter na essência, semeando o jornalismo que transforma vidas"

Editor-executivo do Diário Gaúcho entre 2014 e 2018 compartilha sua história de amor com o Diário Gaúcho

Felipe Bortolanza: "Fui repórter na essência, semeando o jornalismo que transforma vidas" Omar Freitas/Agencia RBS
Felipe foi editor-executivo do DG entre 2014 e 2018, além de ter trabalhado no jornal desde sua fundação Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

Lembro bem daquela tarde de 4 de janeiro de 2000. De dentro do carro da reportagem de ZH, eu olhava para a Catedral de Porto Alegre quando o telefone tocou:

– Estás de volta das férias, guri?

– Sim, chefe. Estou em pauta.

– No retorno, tenho uma proposta a te fazer.

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Aquele diálogo com Cyro Martins, então editor-chefe, me deixou nervoso como nunca tinha estado naquele início de carreira. Cheguei tentando disfarçar a apreensão. Após seu costumeiro aperto de mão, firme tal um gaudério, fechou a porta da sala e disparou a frase que encerrou a primeira etapa da minha existência:

– Estou te convocando para uma missão: compor o time que fará história no jornalismo gaúcho. A RBS lançará um jornal popular em breve. Tu és um dos poucos escolhidos para vestir esta camisa por enquanto.

– Que... honra... mas... obrigado pelo prestígio... mas...

– Claro que terás tempo para responder. Tipo meia hora. E não comenta isto por aí. Raros sabem deste projeto

O sorriso largo e enigmático não me permitiu decifrar o quanto era verdadeiro aquele mísero prazo. Saí tonto pela Redação. Aos 23 anos, eu estava no lugar sonhado por milhares de jovens. Depois de muita luta, de ter saído de casa aos 17 anos, de ter trocado Erechim por Porto Alegre para estudar, vivia o sonho de trabalhar na Zero Hora. Apesar do dilema, precisava agir rápido. Dar meu "sim" ou "não" o quanto antes seria importante. Foi quando deparei com alguém muito importante na minha carreira. Ele seguramente sabia do jornal que estava por vir:

– Fazer parte do lançamento de um jornal deve ser algo extraordinário. Já sou velho e nunca vivi esta experiência. Vai firme! Fazer parte da história é para poucos!

Motivado pela frase, desci até a rua, liguei para casa do orelhão que havia na calçada da Avenida Ipiranga e embarquei meus pais na aventura. Ganhei o incentivo que faltava. Entrei na sala do chefe e me apresentei:

– Estou aqui para ajudar a fazer história. Quando começamos?

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Foram semanas de montagem da equipe. A cada escolha, nos reuníamos num lugar secreto da empresa para saudar o novo colega. O suspense pelos corredores da Redação era gigante. Coisa de filme. Então, no dia 17 de abril de 2000, o Diário Gaúcho nasceu. E um novo Felipe também. 

Graças ao jornal, fui repórter na essência, ajudei a semear o jornalismo que transforma a vida de pessoas que, até então, nunca tinham tido a chance de ler um jornal diariamente. Hoje, como editor, sinto falta da rua, mas sei que a paixão do leitor com o DG e do DG com o leitor seguem firmes após 20 anos.

No Diário, fiz meus melhores amigos, dentro e fora da empresa. Na Redação, encontrei a mulher com a qual me casei e tive meu filho. Sim, o Diário mudou a vida de milhões de pessoas. E a minha também: fará parte dela para sempre.

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